segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A todo instante lembro de quando estava tudo em aparente paz.

Então ficarias em pé, as Oito horas da noite, olharias para o céu, e apenas agradeceria pela chance de sentir o vento devorando as copas das árvores. E o que restava da luz do sol, e que mesmo assim lhe aquecia, e bloqueava teus olhos com uma vermelhidão imensa. Em seguida sentarias em um muro de tijolos empoeirados, terias a noção de que estava sendo ridículo, em parar ali e pôr sua mente em sólida transformação..enquanto tantos mantinham suas vidas sem tempo pra nada. Então saberias que além de tudo seria a tua alma, a eterna previlegiada pelo que estava presenciando. Terias vontade de cantar, mas não conseguiria, terias vontade de escrever, mas não enchergaria nem um resíduo de papel. Teria vontade de adentrar por entre as árvores, achar um abrigo, mas tinham coisas que não o deixaria, como a música, ou melhor, o ruído que viria por entre a janela de seu quarto. Então, ficaria ali, o tempo suficiente, para a escuridão da noite chegasse, mas também ja terias percebido, que a noite seria um luar intenso.
Entrarias em casa, pronto. Pegarias uma canéca com um café amargo, sem gosto. E voltarias para lá, que nem sabes onde direito se encontra. Saberias que estava perto de casa, pois além dos ruídos, escutaria os latidos dos cães, que como você estariam presos, e queriam se libertar das correntes que tinham em seus pescoços. Então, viraste para o muro, tomaria um gole seco de café, e sua saliva se misturaria. Largaria a canéca no pé de uma árvore sem folhas, perceberias que era outono, e caminharia sem direção...

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